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ADÉLIA PRADO
Em Divinópolis (Minas Gerais) no ano de 1935 nasceu Adélia Luzia Prado Freitas. Em 1953 terminou o curso de magistério e dois anos depois começou a lecionar. Após 24 anos de docência Adélia assumiu, plenamente, sua carreira de escritora. Adélia representou a revalorização do feminino nas letras e da mulher como ser pensante. Sobre ela Carlos Drummond de Andrade disse: "Adélia é lírica, bíblica, existencial, faz poesia como faz bom tempo: esta é a lei, não dos homens, mas de Deus. Adélia é fogo, fogo de Deus em Divinópolis".
 
Em 1950 Adélia escreveu seus primeiros versos. A fé cristã é uma das características presentes em seus textos. A escritora reproduz o dia-a-dia com encanto, perplexidade e pitadas de ludismo. Incorporando os papéis de intelectual e de mãe, esposa e dona-de-casa, encontrou um equilíbrio entre o feminino e o feminismo, movimento cujos conflitos não aparecem em seus textos.

CRONOLOGIA:

1950: Escreveu seus primeiros versos, após a morte da mãe.
1951: Iniciou o curso Magistério na Escola Normal Mário Casassanta.
1953: Concluiu o Magistério.
1955: Começou a lecionar no Ginásio Estadual Luiz de Mello Viana Sobrinho.
1958: Casou-se, com José Assunção de Freitas.
1959: Nasceu seu primeiro filho, Eugênio.
1961: Nasceu o filho Rubem.
1962: Nasceu a filha Sarah.
1963: Nasceu o filho Jordano.
1966: Nasceu a filha Ana Beatriz.
1972: Morreu seu pai.
1973: Formou-se em Filosofia pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Divinópolis
e neste mesmo ano seus poemas foram lidos por Carlos Drummond de Andrade.
1975: Publicou seu primeiro livro Bagagem, após indicação de Drummond à Editora Imago, em seguida
Drummond publicou uma crônica no Jornal do Brasil destacando o trabalho ainda inédito de Adélia.
1976: Lançou Bagagem no Rio de Janeiro, com a presença de Juscelino Kubitschek, Carlos Drummond
de Andrade, Clarice Lispector, Affonso Romano de Sant'Anna, Nélida Piñon, dentre outros.
1978: Lançou: O coração disparado, o qual recebeu o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro.
1979: Lançou sua primeira prosa: Soltem os cachorros.
1980: Dirigiu a montagem de: O Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna pelo grupo de
teatro amador Cara e Coragem.
1981: Publicou: Cacos para um vitral e Terra de Santa Cruz; neste mesmo ano foi apresentado,
no Departament of Comparative Literature, da Princeton University, o primeiro de uma série de
estudos sobre sua obra.
1983-1988: Exerceu as funções de Chefe da Divisão Cultural da Secretaria Municipal de
Educação e da Cultura de sua cidade natal.
1984: Publicou: Os componentes da banda.
1985: Partcipou de um programa de intercâmbio cultural entre autores brasileiros e portugueses, realizado
em Portugal e do II Encontro de Intelectuais pela Soberania dos Povos de Nossa América, em Cuba.
1987: Estreou o espetáculo: Dona Doida: um interlúdio, baseado em textos de livros da autora,
encenado por Fernanda Montenegro, no Teatro Delfim.
1988: Publicou: A faca no peito e participou da Semana Brasileira de Poesia em Nova Iorque.
1991: Publicou: Poesia Reunida.
1994: Publicou: O homem da mão seca.
1996: Estreou a peça: Duas horas da tarde no Brasil, adaptada da obra da autora pela
filha Ana Beatriz Prado e por Kalluh Araújo, no Teatro Sesi Minas, em Belo Horizonte.
1999: Publicou: Oráculos de Maio e Manuscritos de Felipa.
2000: Estreou o monólogo: Dona da casa, adaptação de José Rubens Siqueira
para
Manuscritos de Felipa.
2005: Publicou: Quero Minha Mãe.

OBRAS:

Bagagem, Imago, 1976.
O coração disparado, Nova Fronteira, 1978.
Solte os cachorros, Nova Fronteira, 1979.
Cacos para um vitral
, Nova Fronteira, 1980.
Terra de Santa Cruz
, Nova Fronteira, 1981.
Os componentes da banda, Nova Fronteira, 1984.
O pelicano
, Rio de Janeiro, 1987.
A faca no peito, Rocco, 1988.
O homem da mão seca, Siciliano, 1994.
Oráculos de maio
, Siciliano, 1999.

Manuscritos de Felipa, Siciliano, 1999.
Filandras, Record, 2001.

Antologia:

Mulheres & Mulheres, Nova Fronteira, 1978.
Palavra de Mulher, Fontana, 1979.
Contos Mineiros, Ática, 1984.
Poesia Reunida, Siciliano, 1991.
Antologia da poesia brasileira, Embaixada do Brasil em Pequim, 1994.
Prosa Reunida, Siciliano, 1999.

Balé:

A Imagem Refletida - Balé do Teatro Castro Alves - Salvador - Bahia - Direção Artística
de Antônio Carlos Cardoso. Poema escrito especialmente para a composição homônima de Gil Jardim.

Parcerias:

A lapinha de Jesus (em parceria com Lázaro Barreto), Vozes, 1969.
Caminhos de solidariedade (em parceria com Lya Luft, Marcos Mendonça e outros), Gente, 2001.

Obras traduzidas para o inglês:

Adélia Prado: thirteen poems. Tradução de Ellen Watson. Suplemento do The American
Poetry Review, jan/fev 1984.
The headlong heart (Poesias de Terra de Santa Cruz, O coração disparado e Bagagem). Tradução
de Ellen Watson, New York, 1988, Livingston University Press.
The alphabet in the park (O alfabeto no parque). Tradução de Ellen Watson, Middletown,
Wesleyan University Press, 1990.

Obras traduzidas para o espanhol:

El corazón disparado (O coração disparado). Tradução de Cláudia Schwartez e
Fernando Roy, Buenos Aires, Leviantan, 1994.
Bagagem. Tradução de José Francisco Navarro Huamán. México, Universidade
Ibero-Americana, a sair.

Participação em antologias:

"Sem enfeite nenhum". In Prado Adélia et alii. Contos mineiros, Ática, 1984.
Assis Brasil (org.). A poesia mineira no século XX, Imago, 1998.
HORTAS, Maria de Lurdes (org.). Palavra de mulher, Fontoura, 1989.


 
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