Página inicial
Página anterior
Fale conosco
Endereços de bibliotecas
Essa página está sendo preparada
Concursos culturais
Curiosidades
Diversos cursos
Resenha, Resumo e Fichamento
Essa página está sendo preparada
Relação de editoras
ONGs e outras entidades
Entrevistas e artigos
Grandes Escritores
Eventos culturais
Esta página está sendo preparada
Gramática da língua portuguesa
LDB, PCN e PNE
A oralidade
Sugestões para leitura
Patrocine este portal
Projetos culturais e educacionais
Relação de sebos
Teses e Dissertações
Textos dos visitantes
O que os vestibulares pedem
Como ser um voluntário ?
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AFRÂNIO COUTINHO
Afrânio Coutinho nasceu em Salvador, BA, em 15 de março de 1911. Eleito em 17 de abril de 1962 para a Cadeira número 33 da ABL. Filho do engenheiro Eurico da Costa Coutinho e de Adalgisa Pinheiro dos Santos Coutinho. Diplomou-se em Medicina, em 1931, mas não seguiu a carreira médica, entregando-se ao ensino de Literatura e História no curso secundário, sendo chamado, em 1941, a compor o corpo docente da Faculdade de Filosofia da Bahia.
 

O professor, crítico literário e ensaísta casou-se, em 1935, com Vanda Sena de Faria, com quem teve dois filhos: Eduardo de Faria Coutinho, professor catedrático de Literatura Comparada na Faculdade de Letras da UFRJ, e Maria da Graça Coutinho de Góes, escultora.

Durante os seus anos de pesquisa, magistério e militância literária, construiu uma vasta biblioteca particular, que se tornou a base para a criação, em 1979, da Oficina Literária Afrânio Coutinho (OLAC), destinada a promover estudos na área da literatura, ministrar cursos e conferências, e receber escritores nacionais e estrangeiros. Coordenou a elaboração da Enciclopédia de Literatura Brasileira, publicada em 1990.

Por sua atividade literária, recebeu a Medalha Anchieta, da Secretaria da Educação do Rio de Janeiro (1954); o Prêmio Paula Brito (1956); o Prêmio Nacional do Livro (ensaio), por sua obra A tradição afortunada; o Prêmio Golfinho de Ouro (1980).

É membro do Instituto Histórico e Geográfico da Bahia, da Academia de Letras da Bahia, da Sociedade de Estética dos Estados Unidos, da União Brasileira de Editores e da Academia Brasileira de Educação. Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal da Bahia e Professor Emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

CRONOLOGIA:


Em 1942, foi para os Estados Unidos, convidado para exercer o cargo de redator-secretário da revista Seleções do Reader’s Digest, em Nova York, permanecendo no posto por cinco anos. Durante esse tempo, freqüentou cursos na Universidade de Columbia e em outras universidades norte-americanas, aperfeiçoando-se em crítica, história literária e Barroco, com mestres europeus e americanos.

Em 1947, de regresso ao Brasil, fixou-se no Rio de Janeiro. Foi nomeado catedrático interino do Colégio Pedro II, na cadeira de Literatura. Efetivou-se na cadeira por concurso, em 1951, com tese sobre o Barroco, de grande repercussão.

Ainda em 1947 fundou, e regeu desde então, na Faculdade de Filosofia do Instituto Lafayette, a cadeira de Teoria e Técnica Literária, primeira iniciativa do gênero no Brasil.

Em 1948, inaugurou, no Suplemento Literário do Diário de Notícias, a seção "Correntes Cruzadas", que manteve até 1961, debatendo problemas de crítica e teoria literária, educação e ensino. Desde então, tem colaborado na imprensa e em revistas literárias, do país e do estrangeiro.

Dirigiu a revista Coletânea (1951-1960). Divulgou os critérios de análise estético-literária formulados pelo New Criticism norte-americano.

Em 1952, foi encarregado pelo prof. Leonídio Ribeiro, diretor do Instituto Larragoiti, de planejar e dirigir a publicação de uma história literária, A literatura no Brasil, com a colaboração de uma equipe de especialistas. A obra foi publicada, em quatro volumes, de 1955 a 1959, sendo ampliada para seis volumes na edição de 1968-71, revista e atualizada em 1986.

Em 1958, fez concurso para livre docente da cadeira de Literatura Brasileira na Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil, hoje UFRJ, conquistando o título de Doutor em Letras Clássicas e Vernáculas.

Em 1963, após a aposentadoria de Alceu Amoroso Lima, foi nomeado professor catedrático interino de Literatura Brasileira.

Em 1965, após concurso, foi nomeado catedrático efetivo. Designado, a seguir, para separar o ensino de letras da Faculdade de Filosofia, criou a Faculdade de Letras da UFRJ, que instalou e organizou pedagogicamente.

Em 1968, foi nomeado Diretor da Faculdade de Letras UFRJ, permanecendo no cargo até aposentar-se, em 1980. A ele é devida a criação da Biblioteca da Faculdade de Letras, reconhecida como a melhor do gênero no Rio de Janeiro, bem como lhe é devido o alto nível dos cursos de pós-graduação na área de Letras, dos quais foi coordenador.

Nas décadas de 1960 e 1970, realizou inúmeras viagens para o exterior, como professor visitante em universidades dos Estados Unidos, da Alemanha e da França, também com o intuito de ampliar os estudos brasileiros nas universidades visitadas.

OBRAS:

Daniel Rops e a ânsia do sentido novo da existência, ensaio 1935.
O humanismo, ideal de vida, ensaio 1938.
L’Exemple du métissage, in L’Homme de couleur, ensaio 1939.
A filosofia de Machado de Assis, crítica 1940.
Aspectos da literatura barroca, história literária 1951.
O ensino da literatura, discurso de posse na cátedra de Literatura do Colégio Pedro II (1952).
Correntes cruzadas, crítica 1953.
Da crítica e da nova crítica 1957.
Euclides, Capistrano e Araripe, crítica 1959.
Introdução à literatura no Brasil, história literária 1959.
A crítica, 1959.
Machado de Assis na literatura brasileira, crítica 1960.
Conceito de literatura brasileira, ensaio 1960.
No hospital das letras, polêmica 1963.
A polêmica Alencar-Nabuco, história literária 1965.
Crítica e poética, ensaio 1968.
A tradição afortunada, história literária 1968.
Crítica & críticos, 1969.
Caminhos do pensamento crítico, ensaios 1974.
Notas de teoria literária, didática 1976.
Universidade, instituição crítica, ensaio 1977.
O erotismo na literatura: o caso Rubem Fonseca, crítica 1979.
Evolução da crítica literária brasileira, história literária 1977.
Tristão de Athayde, o crítico, crítica 1980.
O processo da descolonização literária, história literária 1983.
As formas da literatura brasileira, ensaio 1984.
Reformulação do currículo de Letras, educação 1984.
Impertinências, artigos e ensaios 1990.
Do Barroco, ensaios 1994.

OBRAS ORGANIZADAS:

Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antônio de Almeida (s.d.)
Os retirantes, de José do Patrocínio (s.d.)
Cabocla, de Ribeiro Couto, 1957.
A literatura no Brasil, 4 vols. (1955-59), 6 vols. (1968-71 e 1986).
Obra completa de Jorge de Lima, 1959.
Obra completa de Machado de Assis, 3 vols. 1959.
Brasil e brasileiros de hoje, biografias, 1961.
Romances completos de Afrânio Peixoto, 1962.
Obra completa de Carlos Drummond de Andrade, 1964.
Estudos literários de Alceu Amoroso Lima, 1966.
Obra completa de Euclides da Cunha, 2 vols. 1966.
Obra poética de Vinicius de Morais, 1968.
Obra crítica de Araripe Júnior, 5 vols. (1958-1966).
Cruz e Sousa, 1975.
Obras de Raul Pompéia, 10 vols. 1981-1985.
Enciclopédia de Literatura Brasileira, 2 vols. 1990.
Para a coleção Fortuna Crítica, organizou os volumes Carlos Drummond de Andrade (1977);
Graciliano Ramos (1977); Cassiano Ricardo (1979); Manuel Bandeira (1980).
Além de colaboração em jornais, desde 1934, escreveu inúmeros artigos para revistas especializadas.


 
Página inicial
Página anterior
Fale conosco