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AUGUSTO
DOS ANJOS |
Augusto
Carvalho Rodrigues dos Anjos, filho de Alexandre Rodrigues dos Anjos
(Ioiô), advogado, e Córdula Carvalho Rodrigues dos
Anjos (Sinhá Mocinha), nasceu em 20 de abril de 1884 em Cruz
do Espírito Santo - Paraíba. Morou em João
Pessoa, Rio de Janeiro e Leopoldina (MG) onde faleceu em 12 de novembro
de 1914 de pneumonia.
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"Sua
obra é única na literatura brasileira; seus poemas
apresentam linguagem cientifista-naturalista, em que termos
técnicos, por vezes extravagantes, constroem imagens
que remetem à morte, à desintegração.
No entanto seus versos, que exprimem o pessimismo, e mesmo ao
asco diante da vida, alcançaram e continuam objeto de
grande popularidade."
"Essa popularidade [de Augusto dos Anjos] deve-se ao caráter
original, paradoxal, chocante mesmo, de sua linguagem, tecida
de vocábulos esdrúxulos e animada de uma virulência
pessimista sem igual em nossas letras. Entretanto, fosse o léxico
exótico a única nota diferente desse livro, não
teria ele recebido a atenção que a crítica
mais inteligente e mais séria lhe dedicou e lhe tem dedicado.
(...) Em Augusto dos Anjos, a palavra científica e o
termo técnico, tradicionalmente prosaicos, não
devem ser abstraídos de um contexto que os exigem e os
justificam. Ao poeta do cosmos em dissolução,
ao artista do mundo podre, fazia-se mister uma simbiose de termos
que definissem toda a estrutura da vida (vocabulário
físico, químico e biológico) e termos que
exprimissem o asco e o horror ante essa mesma existência
imersa no Mal."
BOSI,
Alfredo. Augusto dos Anjos. In:___. O pré-modernismo.
Sã Paulo: Cultrix, 1966. 5.ed. p.44, p.49.
CRONOLOGIA:
1900:
Matriculou-se no curso de Humanidades do Liceu Paraibano.
1900: Publicou o primeiro trabalho, o soneto
" Saudade " , no Almanaque do Estado da Paraíba.
1901:
Iniciou sua colaboração com o jornal "O commercio",
em João Pessoa.
1903:
Ingressou na Faculdade de Direito do Recife.
1904:
Publicou no jornal "O commercio" o célebre
soneto "Vandalismo".
1905:
Morreu seu pai. Dias depois publicou os três sonetos "A
meu pai doente", "A meu pai morto",
"Ao sétimo dia do seu falecimento".
1906:
Publicou no jornal "O Commercio" seu soneto mais famoso
"Versos íntimos".
1907:
Concluiu o curso de Direito.
1908:
Lecionou Literatura no Liceu Paraibano, como professor interino.
1909:
Iniciou sua colaboração com o diário oficial
do Estado, "A União".
1910:
Casou-se com dona Ester Fialho. Foi para o Rio de Janeiro.
1911:
Nasceu, morto, seu primeiro filho.
1912:
Publicou o livro EU, custeado pelo seu irmão Odilon.
O livro foi recebido com grande impacto
e estranheza por parte da crítica, que oscilou entre
o entusiasmo e a repulsa. Nasceu sua filha, Glória.
1913:
Nasceu seu filho Guilherme.
1914:
Foi nomeado diretor do grupo escolar Ribeiro Junqueira, em Leolpoldina,
Minas Gerais.
1920:
Publica-se Eu e Outras Poesias: reedição do EU,
completado com uma coletânea de
versos póstumos, Outras Poesias, organizados pôr
Órris Soares, também prefaciador do volume.
1928:
Lançamento da terceira edição de suas poesias,
pela livraria Castilho do Rio de Janeiro,
com extraordinário sucesso de crítica e público.
OBRAS:
Eu, publicado em 1912. (única obra
publicada)
POEMAS:
A
Noite
A Dança da Psiquê
A Máscara
À Mesa
A Minha Estrela
A Floresta
A Ilha de Cipango
A Luva
A Louca
A Lágrima
A Fome e o Amor
A Esperança
A Esmola de Dulce
A Aeronave
A árvore da serra (Soneto)
Monólogo de uma sombra
O morcego
A idéia
Idealismo
A Nau
A Obsessão Do Sangue
A um Carneiro Morto
A Um Epilético
A Um Gérmen
Abandonada
Aberração (Soneto)
Agonia de um Filósofo (Soneto)
Alucinação à Beira-mar
Amor e Crença
Amor e Religião
Anseio
Ao Luar
Aos Meus Filhos
Apocalipse
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