Tem-se
como certa a sua participação, em 1842, na revolução
liberal. (Seu biógrafo Basílio de Magalhães
deduziu, de informações que obteve da viúva
Bernardo Guimarães, que ele não servira aos rebeldes
e sim aos legalistas.) Matriculou-se, em 1947, na Faculdade
de Direito de São Paulo, onde se tornou amigo íntimo
e inseparável de Álvares de Azevedo e Aureliano
Lessa.
CRONOLOGIA:
Em
1852 formou-se em direito. Exerceu o cargo
de juiz municipal e de órfãos de Catalão.
Fez jornalismo e crítica literária no Rio de Janeiro.
Juiz rigoroso mas humano, promoveu, no segundo período
de magistratura, um júri sumário para libertar
os presos, pessimamente instalados.
Fixou-se, a partir de 1866, em Ouro Preto,
onde foi nomeado professor de retórica e poética
no Liceu Mineiro. Casou-se em 1867 com Teresa
Maria Gomes com quem oito filhos. Uma das duas filhas, Constança,
faleceu aos 17 anos e foi noiva de seu primo, o poeta Alphonsus
de Guimaraens, que imortalizou-a na literatura como a que "se
morreu fulgente e fria".
Entre 1869 e 1872 escreveu
várias obras. Em 1873, foi nomeado professor
de latim e francês em Queluz, atual Lafayette, MG.
Em 1875 publicou o romance que melhor o situaria
na campanha abolicionista e viria a ser a mais popular das suas
obras: A escrava Isaura. Dedicando-se inteiramente
à literatura, escreveu ainda quatro romances e mais duas
coletâneas de versos.
É homenageado em 1881 por Dom Pedro
II que visitava Minas Gerais.
OBRAS:
Cantos da Solidão, 1852.
O Ermitão de Munquém,
1864.
Poesias, 1865.
Inspirações da Tarde,
1867.
Lendas e Romances, 1871.
O Seminarista, 1872.
História e Tradições da Província
de Minas Gerais, 1872.
O Garimpeiro, 1872.
O Índio Afonso, 1873.
A Escrava Isaura, 1875.
Novas Poesias, 1876.
Maurício ou Os Paulistas em São João
d'El Rei, 1877.
A Ilha Maldita e O Pão de Ouro,
1879.
Folhas de Outono, 1883.
Rosaura, a Enjeitada, 1883.