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CECÍLIA MEIRELES
A Poeta Cecília Benevides de Carvalho Meireles nasceu no Rio de Janeiro em 07/11/1901 e faleceu em 09/11/1964 na mesma cidade. Mãe de três filhas, casou-se duas vezes. A literatura rendeu-se à sua poesia lírica que mescla a "simplicidade" da forma às figuras do simbolismo. A grande escritora atuou, ainda, como professora, pedagoga e jornalista.
 

Aos três anos de idade perdeu os pais e três irmãos. Foi criada pela avó Jacinta Garcia Benevides. Desde cedo conviveu com a solidão e aos nove anos de idade começou a escrever. Ainda na adolescência tornou-se professora do ensino público. Aos dezoito anos de idade iniciou a carreira literária com a publicação de Espectros (1919), uma coleção de sonetos simbolistas.

Influenciada pelo Modernismo, deixou em sua obra marcas do Simbolismo, do Classicismo, do Gongorismo, do Romantismo, do Parnasianismo, do Realismo e do Surrealismo. Por isso sua poesia é considerada atemporal.

"Em relação a Cecília Meireles, cujo nome se liga definitivamente à melhor poesia da primeira metade do nosso século, em sua feição espiritualista, pois apareceu triunfalmente nas páginas da revista Festa, daí por diante assumindo o seu destino, sobretudo após a publicação de Viagem, muito se tem ainda a dizer. Natural e compreensivamente, a sua linguagem poética invade o campo da crônica, com enternecedora suavidade, não apenas em textos de sentido narrativo, que se aproximam do conto, mas também em textos do tipo poema-em-prosa ou, então, de cunho folclórico, educacional ou de perfis humanos. Mas também invade o campo das crônicas de viagem, e o gênero se adapta admiravelmente à literatura viageira, e ainda o das crônicas de sentido informativo, às vezes reduzindo-se a simples comentários poéticos da realidade. Em todas elas, o estilo de Cecília Meireles é inconfundível, sobretudo pela leveza de linguagem e pelo sentimento do mundo, tudo envolto no tempo humano, que nada tem a ver com folhinhas e calendários. Com tais elementos, afasta-se do espírito de reportagem, conferindo alto valor literário às suas crônicas, sempre perplexa diante do espetáculo da vida, dos seres e das coisas, mas também revoltada, às vezes, contra o desconcerto do mundo e as injustiças sociais."

AZEVEDO FILHO, Leodegário A. de. "Apresentação". In: Meireles, Cecília. Crônicas em geral, 1998. p. 10-11.


CRONOLOGIA/OBRAS:


1917: Professora primária (Rio de Janeiro)
1919: PublicadoEspectros (Sonetos Simbolistas).
1919-1935: Integrante do grupo de escritores católicos das revistas Árvore Nova,
Terra de Sol e Festa (1927/1929 e 1934/1935) (Rio de Janeiro).
1924: Lançado Criança meu amor.
1925: Foi lançado Baladas para El-Rei.
1929: Publicação do ensaio O Espírito Vitorioso, apologia ao Simbolismo, em especial
a Cruz e Sousa (Rio de Janeiro).
1930-1931: Publicação de uma página diária sobre educação no Diário de Notícias (Rio de Janeiro).
1932: Signatária do "Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova", com outros 25 educadores.
1933: Conferência sobre Cruz e Sousa na Sociedade Pró-Arte, ilustrada com desenhos de sua autoria.
1934: Conferências sobre Literatura Brasileira. Contato com o grupo da revista Presença. (Portugal)
1934-1937: Organizadora de biblioteca infantil, no antigo Pavilhão Mourisco, em Botafogo.
1935: Publicação do ensaio Batuque, Samba e Macumba, ilustrado com aquarelas de sua autoria. (Portugal)
1935-1938: Professora de Literatura Luso- Brasileira e de Técnica e Crítica Literária
na Universidade do Distrito Federal.
1936-1938: Colaboradora dos periódicos A Nação (RJ) e Correio Paulistano (SP).
1939: Lançou Viagem (considerado um marco de sua maturidade). Recebeu o Prêmio de Poesia da
Academia Brasileira de Letras.
1939-1940: Publicação, em capítulos, de Olhinhos de Gato na revista Ocidente. (Portugal)
1940: Diretora da revista Travel in Brazil, no Departamento de Imprensa e Propaganda,
professora de Literatura e Cultura Brasileira na Universidade do Texas (USA).
1942-1944: Publicação de estudos sobre folclore em A Manhã.
1942: Conferência em homenagem a Antero de Quental (Riode Janeiro).
1944: Organizadora da antologia Poetas Novos de Portugal.
1947-1961: Tradutora de obras de Federico García Lorca, Rabindranath Tagore,
Reiner Maria Rilke e Virginia Woolf.
1947: Estréia do Auto do Menino Atrasado na Sociedade Pestalozzi do Brasil;
dir. Olga Obry e Martim Gonçalves; música de Luís Cosme; marionetes, fantoches
e sombras feitos pelos alunos do curso de teatro de bonecos. (Rio de Janeiro)
1948: Participação na Comissão Nacional de Folclore.
1949: Conferência sobre Problemas da Literatura Infantil (Minas Gerais), publicação
de biografia de Rui Barbosa para crianças: Rui, Pequena História de uma Grande Vida.
1951: Secretária do Primeiro Congresso Nacional de Folclore. (RS)
1957: Curso de Literatura Oriental, especialmente dramática, na Fundação Dulcina. (RJ)
1963-1964: Publicação de crônicas semanais no jornal Folha de São Paulo. (SP)


ALGUMAS OBRAS (após 1939):

• Vaga Música (1942)
• Mar Absoluto e Outros Poemas (1945)
• Retrato Natural (1949)
• Romanceiro da Inconfidência (1953)
• Metal Rosicler (1960)
• Poemas Escritos na Índia (1962)
• Solombra (1963)
• Ou Isto ou Aquilo (temática infantil, 1964)

PROSA:

- Giroflê giroflá (1956)
- Escolha seu Sonho (1964)
- Inéditos (crônicas - 1968)

 


 
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