João da Cruz e Sousa nasceu em Desterro, atual Florianópolis
em 1861. Seus pais foram alforriados pelo Marechal Guilherme Xavier
de Sousa. O próprio Marechal, e sua esposa, adotaram-no.
Foi educado na melhor escola secundária da região,
mas com a morte dos protetores abandonou os estudos para trabalhar.
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O grande poeta simbolista sofreu perseguições motivadas
pelo racismo, sendo impedido, inclusive, de assumir o cargo de promotor
público em Laguna.
Em 1890 deslocou-se para o Rio de Janeiro, onde passou a ter contato
com a poesia simbolista francesa e seus admiradores cariocas. Colaborou
com alguns jornais e, mesmo já bastante conhecido após
a publicação de Missal e Broquéis
(1893), só conseguiu trabalho na Estrada de Ferro Central.
Casou-se com Gavita, também negra, com quem tem quatro filhos,
dois dos quais faleceram. Sua mulher enlouqueceu e passou vários
períodos em hospitais psiquiátricos.
O poeta contraiu tuberculose e foi para a cidade mineira de Sítio
se tratar. Morreu pobre, incompreendido e inconformado com o racismo,
aos 36 anos de idade, vítima da doença.
OBRAS:
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Missal, 1893.
- Broquéis, 1893.
- Evocações,1898.
- Faróis, 1900.
- Últimos Sonetos, 1905.
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