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FERREIRA GULLAR

José Ribamar Ferreira nasceu eu em São Luís do Maranhão em 10/11/1930. Aos 21anos de idade mudou-se para o Rio de janeiro. Foi locutor de rádio, editor de revistas literárias e desenvolveu sua cultura poética com leituras sistemáticas de poetas brasileiros e estrangeiros.

No Rio de janeiro, colaborou com jornais e revistas como poeta e principalmente como crítico de arte. Participou do movimento concretista com o qual rompeu para, em 1959, teorizar e liderar o movimento neoconcretista. Em 1961, considerando o novo movimento esgotado, dedicou-se à cultura popular, fazendo parte do CPC da UNE, do qual foi presidente até o golpe militar de 1964.

A partir de 1962, seus textos já refletiam a preocupação em denunciar e combater a opressão e as injustiças sociais. Reelaborou então sua experiência poética com textos de cordel até chegar aos poemas de "Dentro da Noite Veloz", de 1975. Em 1964 publicou o ensaio "Cultura Posta em Questão", em que abordou temas de cultura popular, artes plásticas e poesia, e em 1969 reapareceu com "Vanguarda e Subdesenvolvimento", onde teorizou novos conceitos para uma vanguarda estética.

No exílio (Argentina) ecreveu, em 1975, "Poema Sujo", publicado em 1976. De volta ao Brasil, publicou "Antologia Poética" e "Uma Luz do Chão", em 1978, e "Na Vertigem do Dia", um novo livro de poemas. Em 1986, lançou "Crime na Flora", reflexões escritas ao longo dos últimos trinta anos, e em 1989 publicou "Indagações de hoje" e "A estranha Vida Banal".



Cantiga para não morrer

Quando você for se embora,
moça branca como a neve,
me leve.

Se acaso você não possa
me carregar pela mão,
menina branca de neve,
me leve no coração.

Se no coração não possa
por acaso me levar,
moça de sonho e de neve,
me leve no seu lembrar.

E se aí também não possa
por tanta coisa que leve
já viva em seu pensamento,
menina branca de neve,
me leve no esquecimento.


OBRAS:

- Dr. Urubu e outras fábulas, José Olympio, 2005.
- O rei que mora no mar, Global, 2001.
- Um gato chamado Gatinho Salamandra, 2000.
-
Muitas vozes, José Olympio, 1999; 2ª e 3ª ed., 1999; 4ª ed., 2000.
In: Toda poesia, José Olympio, 12ª ed., 2002.
- O formigueiro, Europa, 1991.
-
Barulhos, José Olympio, 1987; 2ª ed., 1987; 3ª ed., 1991; 4ª ed., 1997.
In: Toda poesia, José Olympio, 12ª ed., 2002.
- Crime na flora ou Ordem e progresso, José Olympio, 1986; 2ª ed., 1986.
- Na vertigem do dia, Civilização Brasileira, 1980. José Olympio, 2ª ed., 2004.
In: Toda poesia, José Olympio, 12ª ed., 2002.
- Poema sujo, Civilização Brasileira, 1976; 2ª ed., 1977; 3ª ed.,
1977; 4ª ed., 1979; 5ª ed., 1983; 9ª ed., José Olympio, 2001.
In: Toda poesia, José Olympio, 12ª ed., 2002.
- Dentro da noite veloz, Civilização Brasileira, 1975; 3ª ed., José Olympio, 1998.
In: Toda poesia, José Olympio, 12ª ed., 2002.
- Por você por mim, Sped, 1968.
- A luta corporal e novos poemas, José Álvaro Editor, 1966.
- História de um valente, (cordel) Assinado pelo pseudônimo José Salgueiro.
PCB (na clandestinidade), 1966.
- Quem matou Aparecida?, (cordel) CPC-UNE, 1962.
- João Boa-Morte, cabra marcado pra morrer, (cordel) CPC-UNE, 1962.
- Poemas, Edições Espaço, 1958.
- A luta corporal, Edição do autor, 1954. 3ª ed., Civilização Brasileira, 1975; 5ª ed., José Olympio, 2001.
In: Toda poesia. José Olympio, 12ª ed., 2002.
- Um pouco acima do chão, Edição do autor, 1949

Crônicas:

- As melhores crônicas de Ferreira Gullar, Org. Augusto Sérgio Bastos, Global Editora, 2005.
- O menino e o arco-íris, Ática, coleção Para Gostar de Ler (volume 31), 2001.
- A estranha vida banal, José Olympio, 1989.


Ficção:

- Touro Encantado, Salamandra, 2003.
- Cidades inventadas, José Olympio, 1997; 2ª ed., 1997.
- Gamação, Global, 1996.


Memórias:

- Rabo de foguete, Revan, 1998; 2ª ed., 1998.

Biografia:

- Nise da Silveira, Relume-Dumará, coleção Perfis do Rio, 1996.

Ensaios:

- Relâmpagos, Cosac & Naify, 2003.
- Cultura posta em questão/Vanguarda e subdesenvolvimento, José Olympio, 2ª e 4ª ed., 2002.
- O Grupo Frente e a reação neoconcreta
In: Arte construtiva no Brasil - Coleção Adolpho Leirner, organização de Aracy Amaral.
DBA-Melhoramentos, 1998.
- Argumentação contra a morte da arte
Revan, 1993; 2ª ed., 3ª e 4ª ed., s.d; 5ª ed., 1997; 6ª ed., 1998.
- Indagações de hoje, José Olympio, 1989.
- Etapas da arte contemporânea: do cubismo à arte neoconcreta
Nobel, 1985; 2ª ed., Revan, 1998; 3ª ed., 1999.

Sobre arte:

- Palavra e Imagem, Avenir, 1982; 2ª ed., 1983.
- Uma luz do chão, Avenir, 1978.
- Augusto do Anjos ou morte e vida nordestina
In: Toda a poesia, de Augusto dos Anjos. Paz e Terra, 1976.
- Vanguarda e subdesenvolvimento
Civilização Brasileira, 1969; 2ª ed., 1979, 3ª ed., 1984.
- Cultura posta em questão, Civilização Brasileira, 1965.
- Teoria do não-objeto
Suplemento Dominical do Jornal do Brasil, 1959.


Teatro:

- Um rubi no umbigo, Civilização Brasileira, 1978.
- Dr. Getúlio, sua vida e sua glória (com Dias Gomes), Civilização Brasileira, 1968.
Reeditado com novo título: Vargas, o dr. Getúlio, sua vida e sua glória.
Civilização Brasileira, 1983.
- A saída? Onde fica a saída? (com Antônio Carlos da Fontoura e Armando Costa, coleção Espetáculo)
Grupo Opinião, 1967.
- Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come (com Oduvaldo Vianna Filho)
Civilização Brasileira, 1966.

Traduções literárias:

- Don Quixote de la Mancha, de Cervantes, Revan, 2002.
- As mil e uma noites, Revan, 2000.
- Fábulas, de La Fontaine, Revan, 1997; 2ª ed., 1998.


Traduções teatrais:


- Les pays des éléphants, de Louis-Charles Sirjacq Paris, L'Avant Scéne, 1989.
- Cyrano de Bergerac, de Edmond Rostand, José Olympio, 1985.
- Ubu rei, de Alfred Jarry, Civilização Brasileira, 1972.

Ensaios:

- O paraíso de Cézanne. De Phlippe Sollers, José Olympio, 2004.
- Van Gogh. De Antonin Artaud, José Olympio, 2003.
-
Rembrandt. De Jean Genet, José Olympio, 2002.


Antologias:

- Melhores poemas de Ferreira Gullar, Global Editora, 2004.
- Poemas escolhidos, Ediouro, 1989.
- Os melhores poemas de Ferreira Gullar. Seleção de Alfredo Bosi
Global, 1983; 2ª ed., 1985; 3ª ed., 1986; 4ª ed., 1990; 5ª ed., 1994.
- Ferreira Gullar. Seleção de Beth Brait
Abril Educação, coleção Literatura comentada, 1981.
- Toda poesia, Civilização Brasileira, 1980; 2ª ed., 1981; 3ª ed., 1983. José
Olympio, 4ª ed., 1987; 5ª ed., 1991; 6ª ed., 1997 (em co-edição com o
FNDE); 7ª ed., 1999; 8ª ed., 1999; 12ª ed., 2002. Círculo do Livro, 1980; 2ª ed., 1981.
- Antologia poética de Ferreira Gullar (em disco, com a voz do autor e música
de Egberto Gismonti), Som Livre, 1979.
- Antologia poética, Summus, 1977; 2ª ed., 1977; 3ª ed., 1979; 4ª ed., 1983; 5ª ed e 6ª ed., s.d.


 
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