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LITERATURA DE INFORMAÇÃO

Nos séculos XV e XVI, os navegadores europeus, principalmente portugueses e espanhóis, aventuraram-se pelos oceanos Pacífico, Índico e Atlântico objetivando o descobrimento de uma nova rota marítima para as Índias e descoberta de novas terras. Este período ficou conhecido como a Era das Grandes Navegações e Descobrimentos Marítimos.

Mas a motivação para esse empreendimento não se restringia apenas aos interesses materiais. Havia, especialmente por parte dos portugueses, o interesse religioso resultante da contra-reforma. A igreja católica pretendia reconquistar os adeptos do catolicismo que haviam sido convertidos ao protestantismo.

Os dois objetivos, o material e o religioso, fizeram com que a literatura brasileira daquela época se manifestasse de duas maneiras: uma de aspecto doutrinário, relacionada à catequisação do povo indígena, conhecida como Literatura dos Jesuítas e outra de caráter informativo, que relatava à Portugal as riquezas encontradas no Brasil. Essa ficou conhecida como: Literatura de Informação.

Muitos europeus visitaram o Brasil durante os cem primeiros anos de sua existência. Dentre eles, muitos documentaram informações sobre a terra e seus habitantes. Esses documentos, por não terem relevância literária, acabaram sendo relacionados à crônica histórica. Foram classificados como literatura de informação ou como literatura dos cronistas e viajantes.

O primeiro e mais importante documento foi a Carta de Pêro Vaz de Caminha. Nele o escrivão da frota de Pedro Álvares Cabral, relatou ao rei de Portugal (D. Manuel) as maravilhas encontradas no Brasil e o processo de reconquista de fiéis adeptos do catolicismo.

Outros viajantes, além de Pêro Vaz de Caminha, escreveram suas impressões sobre o Brasil e seus habitantes. Eis alguns desses autores e documentos:

- Diário de Navegação (1530) de Pêro Lopes e Sousa, escrivão do grupo colonizador liderado por Martim Afonso de Sousa;

-
Tratato da Terra do Brasil e a História da Província de Santa Cruz a que Vulgarmente Chamamos de Brasil (1576) de Pêro Magalhães de Gândavo;

- Tratado Descritivo do Brasil (1587) de Gabriel Soares de Souza;

- Os Diálogos das Grandezas do Brasil (1618) de Ambrósio Fernandes Brandão.