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"Certa
palavra dorme na sombra de um livro raro. Como desencantá-la
? "
(Carlos Drummond de Andrade)
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O
Livro das Ignorãças, Record,
s.d. (Manoel de Barros)
Neste
livro Manoel de Barros continua "entortando" as palavras.
Certa vez ele disse a Guimarães Rosa: "Temos que enlouquecer
o verbo, adoecê-lo de nós, a ponto que esse verbo possa
transfigurar a natureza. Humanizá-la." Deu certo. |
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Memórias
Inventadas: a Infância, Planeta do Brasil,
2003. (Manoel de Barros)
"A
bem-cuidada edição, que vem dentro de uma caixa com
as folhas do livro sem encadernação, traz a telúrica
poesia de Manoel de Barros, acompanhada de iluminuras criadas por
Martha Barros, filha do escritor." Uma obra-prima da literatura
brasileira. |
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A
língua de Eulália: Novela Sociolingüistica,
Contexto , 2003. (Marcos Bagno)
"Argumenta
que as variedades da nossa língua têm suas próprias
regras, explicáveis pela história da língua
portuguesa ou pela comparação com línguas estrangeiras.
A língua de Eulália demonstra que falar diferente
não é falar errado e o que pode parece erro no português
padrão tem uma explicação científica
(lingüística, histórica, sociológica,
psicológica). Numa deliciosa e bem-humorada narrativa, três
universitárias passam férias em Atibaia e acabam reciclando
seus conhecimentos lingüísticos com a professora Irene.
Uma leitura importante para quem quer aprender um pouco mais do
nosso idioma mergulhando numa “viagem ao país da lingüística”.
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Preconceito Linguístico: o que é, Como Se Faz,
Loyola , 2005. (Marcos Bagno)
"Existe
uma regra de ouro na Lingüística que diz: 'só
existe língua se houver seres humanos que a falem'".
Tratar a língua é tratar de seres humanos. Por isso,
o leitor(a) não deverão se espantar com o tom marcadamente
politizado de muitas de minhas afirmações. É
proposital e inevitável. Temos de fazer um grande esforço
para não incorrer no erro milenar dos gramáticos tradicionalistas
de estudar a língua como uma coisa morta, sem levar em consideração
as pessoas vivas que a falam. O preconceito lingüístico
está ligado, em boa medida, à confusão que
foi criada, no curso da história, entre língua e gramática
normativa. Nossa tarefa mais urgente é desfazer essa confusão.
Uma receita de bolo não é um bolo, o molde de um vestido
não é um vestido... Também a gramática
não é a língua."
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Dois
irmãos, Companhia das Letras , 2000.
(Milton Hatoum)
Romance
lírico que traça a história de uma família
de imigrantes árabes em Manaus no início do século.
As relações intrincadas e dramáticas da família
Halim, narradas pelo filho da empregada, mãe solteira, trinta
anos depois.
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Cinzas
do norte, Companhia das Letras , 2005. (Milton
Hatoum)
"Terceiro
romance de Milton Hatoum, é o relato de uma longa revolta
e do esforço de compreendê-la. Na Manaus dos anos
1950 e 1960, dois meninos travam uma amizade que atravessará
toda a vida. De um lado, Olavo, de apelido Lavo, o narrador, menino
órfão, criado por dois tios mal-e-mal remediados,
que cresce à sombra da família Mattoso; de outro,
Raimundo Mattoso, ou Mundo, filho de Alícia, mãe
jovem e mercurial, e do aristocrático Trajano. Neste livro,
Hatoum escreve uma "história moral" de sua geração."
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