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"Que porto pode colher-te com maior segurança do que uma grande biblioteca ?"
(Ítalo Calvino)

 

Uma história da Leitura, Companhia das Letras, 1999. (Alberto Manguel)

Livro que conta episódios fascinantes sobre a paixão pela leitura. Como a de um grão-vizir persa que carregava sua biblioteca em camelos quando viajava, ou a de operários cubanos que pagavam uma pessoa para ler romances em voz alta enquanto trabalhavam.

 

Canções, Globo, 2005. (Mario Quintana)

"O salto decisivo que Quintana empreende nesse livro, em termos formais, consiste na utilização do verso livre e na ampla gama de poemas escritos em verso branco, ou seja, com métrica mas sem rima. Boa parte desse influxo advém da poesia modernista, com a qual Quintana, em certo sentido, afina sua escrita. Outra mudança que se observa nesse livro é de ordem temática: a inspiração popular. Como assinala Gilda Neves Bittencourt no prefácio de Canções, diferentemente de A rua dos cataventos, o poeta deixa-se levar "mais ao sabor do próprio poema, permitindo que ele o conduza pelos caminhos da sonoridade e da dança, explorando inclusive o espaço gráfico e desligando-se do conteúdo significativo em favor do elemento sonoro dos versos".

 
A casa da paixão, Record , 1997. (Nélida Piñon)

Marta, órfã de mãe desde o nascimento, e criada por sua velha ama e pelo pai, um homem extremamente zeloso e incestuosamente atraído pela filha. Jerônimo, jovem pretendente da protagonista, e sua grande oportunidade de libertação.

Vidas Secas
, Record , 2003. (Graciliano Ramos)

Obra-prima de Graciliano Ramos, "Vidas secas" exibe o limite da incomunicabilidade e animalização do homem na família de retirantes que se desloca em movimento circular entre uma trégua e outra dada pela hostilidade da natureza.
 
Falso Mar, Falso Mundo, Arx , 2002. (Rachel de Queiroz)

"Coletânea de 89 crônicas escritas entre 1993 e 2000 para o jornal onde é colunista. São textos diretos, escritos com humor sutil. A globalização, os conflitos étnicos, a crise social brasileira, as eleições e os avanços tecnológicos são alguns dos temas abordados pela autora."
 

Claro Enigma, Record , 2001. (Carlos Drummond de Andrade)

Publicado originalmente em 1951, "Claro enigma" é um marco na poesia de Carlos Drummond de Andrade. O livro faz reflexões sobre os segredos do coração humano e do fazer poético e tem poemas famosos como "Memória" e "Amar".

 
120 Horas, Planeta do Brasil, 2005. (Luis Eduardo Matta)

"Em 1998, um plano sórdido se desenvolvia em segredo nas entranhas de uma sociedade iludida por uma atmosfera falsa de pujança e normalidade e caminhava para um desenlace dramático. Horácio jamais esqueceria aqueles primeiros meses de 1998. O mundo achava que estava em ordem. Ele achava que conhecia o mundo. Estavam todos errados."
 
   
 
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