Olhares
se cruzam, o encontro,
beijos, abraços e carinhos, eis o amor,
O namoro, o fogo e a paixão.
Lençois, carinho, o sexo e o tesão.
O ciúmes, e as cobranças em seguida.
As desculpas e os perdões...
Os beijos e mais amor - Eh! melação danada!!!
Aí vem o "imprevisto-previsto"
O compromisso, o medo danado de se "enforcar".
A igreja, os padrinhos, a festa e o padre.
Em fim sós, eis a lua-de-mel, Eh, beleza!!!
O quarto, os lençois, o toque, a procura incensante do
prazer, eis aí o amor ...
A descoberta pura do êxtase total
A dor e o prazer.
O vai e vem dos quadris,
Sussurros e gritos, os gemidos de prazer.
O cansaço, o desgaste físico e um cigarrinho depois,
Ai o soninho, gostoso e suave.
Realidade, como é dura, eis aí a rotina...
Trabalho, discurssões e crise, "socorro, cadê
o encanto do ínicio."
atraso e o "inesperado e já previsto"
Filhos, felicidade, os charutos e a cerveja
Juízo e mais responsabilidade.
Desespero e novamente discussões
Trabalho e mais trabalho,
cobranças, dívidas e pagamentos
Filhos e seus dilemas
E o amor, cadê ele com seu encanto do começo?
Amor, parece brincadeira, uma vez por semana e olhe lá...
como se fosse um dever semanal, uma obrigação
e eu me pergunto, cadê o encanto, aquele cujo me satisfazia
tanto, cadê as curvas que em ti me perdia .
Cadê aquele fogo, aquele vigor que antes existira. onde
se perdera, como eu gostaria de encontrá-lo,
estaria ele perdido em minha memória destruída por
uma palavra com um significado tão
previsível a esta chamada de ROTINA.