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IZILDA MARIA DA SILVA

 

NÃO SEI   - (Izilda M. da Silva)
TODAS AS POESIAS - (Izilda M. da Silva)
   

Não sei se poesia
Precisa rimar ou tocar,
Não sei se poesia
Necessita de estrofes ou sentido,
Não sei se poesia
Tem regras ou forma,
Não sei se poesia
Tem autoria ou se o mundo a dita,
Não sei se poesia
Tem palavras ou emoções,
Não sei se poesia
Vem da mente ou do coração,
Mas a poesia...
Tem um ”quê”
Que não sei!
Não sei!

A tua,
a minha,
as nossas poesias.
As nossas poesias
nos pertencem
Nos pertencem
as poesias
das nossas vidas
Então,
As poesias de nossas vidas
nos pertencem.
Todas as poesias
nos pertencem!

 
ALMA CHEIA   - (Izilda M. da Silva)
NA PALMA DA ALMA   - (Izilda M. da Silva)
   
A alma cheia de poesia
Tem mais espaço
Para sentir.
Sentir paz ou angústia,
Sentir a vida ou a morte
Sentir amor ou ódio.
Sentir que sente!

A alma cheia de poesia
Tem mais espaço para pensar
Pensar em si, pensar no outro
Pensar no bem, pensar no mal
Pensar em tudo, pensar em nada
Pensar que pensa!

A alma cheia de poesia
Tem mais espaço para encher
Encher de amigos e de inimigos
Encher de pessoas e de coisas
Encher de tudo e de todos
Encher de mais poesia!

A poesia na palma da alma
A alma na palma da alma.

Lance mão da poesia da palma
Lance mão da alma da poesia

A poesia fica cheia de alma
A alma fica cheia de poesia.

O que é uma poesia sem alma?
O que é uma alma sem poesia?

Que pena da poesia sem alma!
Que pena da alma sem poesia!

Que bela alma
Tem na palma
A poesia da alma
E a alma da poesia.